Curta a Praça: Protagonismo juvenil no Colégio Cruzeiro

No dia 10 de setembro, os alunos, pais, amigos e colaboradores do Colégio Cruzeiro - Centro se uniram em mais uma edição do evento "Curta a Praça", uma iniciativa da ONG "Um Centro + Cultural", idealizada pela Frente de Liderança Comunitária da Ação Social. Com o apoio da Sociedade Beneficência Humboldt, mantenedora do Colégio Cruzeiro, e da ONG Junior Achievement®, este ano, a iniciativa também contou com a parceria da Cruz Vermelha Cultural.

Desde 2014, a Praça da Cruz Vermelha recebe o olhar solidário e cuidadoso dos jovens alunos que têm o objetivo de revitalizar culturalmente o ambiente, tornando a praça, assim, um local de interação, troca e, principalmente, inclusão.

"Queremos mudar esse lugar, esse é o nosso ambiente também", disse Giovana Caire, aluna da Turma 103, enquanto aguardava a chegada de crianças para a sessão de beleza que ela e outras estudantes prepararam, como maquiagem e embelezamento das unhas. "Eles passam por muita necessidade e muito é negado a eles. Depois que saímos daqui, chegamos em casa mais leves", refletia a amiga Isabela Tomé, da Turma 101.

Mudança de atitude e percepção. Para Luciane Hentschke, Coordenadora da Ação Social, o projeto visa principalmente o protagonismo juvenil. Segundo a Coordenadora, já são mais de 40 alunos engajados nesse projeto, que envolve grande parte da população do bairro do Centro: "Nosso objetivo é fazer com que os moradores em situação de rua consigam sair dessa situação e busquem, num futuro próximo, oportunidades de emprego, renda e um lar".

A mudança é sentida e refletida por todos. Para a Professora Bianca Vicente, uma das responsáveis pela condução das atividades da Frente de Liderança Comunitária, a mudança nos estudantes é visível: "Percebo uma mudança de postura, de olhar o outro de outra forma. Muitos alunos também eram tímidos e hoje conseguem se expor e se expressar com mais naturalidade. Isso contribui muito para a vida do aluno. Eles precisam ter responsabilidade, organização, empenho, vontade. Isso ajudará demais a vida deles depois que deixarem o Colégio Cruzeiro", relatava.

Ao longo da manhã, várias atividades foram oferecidas gratuitamente, como a oficina de brinquedos reciclados, os já tradicionais futebol e cama elástica, além de pintura de rosto - com a participação da Professora Joyce Rocha, Coordenadora de Alemão - e de contação de história, com a Professora Adriana Ramos. Uma estante para doação de livros foi inaugurada no local, como um espaço no qual ficarão livros doados ao acesso de todos. Além do novo espaço, outra mudança significativa chamará a atenção de quem frequentar o local: uma mini horta com mudas de verduras e temperos cuidadosamente plantados pelos alunos. "A ideia é que a proposta se estenda e que a praça possa ficar cada vez mais verde, que ela seja de todos", explica Luciane.

Quem tem a Praça da Cruz Vermelha como lar ou estava passando seu domingo por lá também pôde se consultar gratuitamente com a Dra. Andrea Cvaigman, médica, mãe da aluna Gabriela Cvaigman, e com a Dra. Beatriz Gomes, dentista, irmã do Professor de Alemão, Felipe André Gomes Santos. Durante o evento, Andrea colheu histórias, orientou e tentou melhorar o quadro de saúde dos moradores da região: "Isso me emociona e me comove. O mínimo que temos que fazer é compartilhar com quem não tem. Para mim é fundamental. Me sinto muito feliz quando estou aqui".Beatriz, que participava do evento pela primeira vez, ensinou sobre higiene bucal e cuidados com as próteses, tirou dúvidas e realizou aplicações de flúor em adultos e crianças. Também foram distribuídos kits com pasta e escova de dente: "Eu gosto muito do que faço, e praticar o bem fazendo o que eu gosto não tem preço!", disse. A ação foi elogiada por muitos moradores, que fizeram fila para pegar seu kit: "Muito bom, super aprovado! Fiquei muito feliz com essa oportunidade", comemorava Sandra Miranda, moradora do entorno.

Outra moradora vizinha à praça que estava curtindo muito o evento era Mariana Gomes, acompanhada de 3 filhos e uma sobrinha: "Estou adorando! Um trabalho muito bom. Ver uma geração como essa fazendo uma boa ação nos deixa muito feliz. Agora pretendo voltar mais vezes com as crianças", disse.

Morador de rua há mais de 8 anos, Erisberto assistia a tudo emocionado e se surpreendeu quando soube que a iniciativa era realizada pelos próprios alunos: "Isso me deixa muito feliz. Estou muito feliz hoje!".

Os moradores de rua foram cadastrados e puderam compartilhar suas dúvidas e anseios com alunos e colaboradores. Com base nisso, muitas outras ações já estão sendo pensadas e estruturadas para as próximas edições do programa, como os inúmeros pedidos por registros e documentação.

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